Análise: Trump e Irã divergem sobre estado das negociações

Trump afirma que conversas com Teerã estão em curso, mas Irã nega qualquer negociação direta com os Estados Unidos; Ao CNN 360º, Fernanda Magnotta analisa quem sai mais favorecido com isso

Análise: Trump e Irã divergem sobre estado das negociações
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Análise: Trump e Irã divergem sobre estado das negociações

Trump afirma que conversas com Teerã estão em curso, mas Irã nega qualquer negociação direta com os Estados Unidos; Ao CNN 360º, Fernanda Magnotta analisa quem sai mais favorecido com isso

Donald Trump voltou a afirmar que as negociações com o Irã estão em andamento, mas Teerã negou categoricamente todas as declarações do presidente norte-americano nesta segunda-feira (3). O republicano disse ter cancelado um grande ataque ao país após a liderança iraniana ter solicitado o início de conversas diplomáticas.

A analista de Internacional Fernanda Magnotta avaliou, durante o CNN 360º desta segunda-feira (3), que, em termos relativos, o tempo favorece mais o Irã do que os Estados Unidos nas circunstâncias atuais.

"Do ponto de vista prático, o presidente Trump e os Estados Unidos, na perspectiva republicana, têm um relógio político no horizonte", destacou Magnotta.

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Ela afirmou que Trump convive com pressões nas pesquisas de popularidade relacionadas à guerra, com um eleitorado que não entendeu exatamente os objetivos do conflito, que questiona os efeitos colaterais econômicos e danos de reputação e imagem, e possui ressalvas às perdas humanas. Além disso, há também as eleições de meio de mandato se aproximando,

"O presidente Trump tem pressa em mostrar ganhos militares de alguma forma ou, pelo menos, ganhos diplomáticos. Um conflito que se prolonga demais eleva não só o preço do petróleo, mas também a pressão sobre ele", afirmou Magnotta.

A analista destacou que o Irã, por outro lado, tem operado historicamente sob a lógica da resistência, tendo sobrevivido a sanções e pressões externas ao longo de décadas.

Para Magnotta, Teerã compreendeu que o controle sobre o Estreito de Ormuz representa uma posição de força que pode ser explorada e que coloca os americanos em situação desfavorável, apesar de sua superioridade em outras frentes.

"Na diplomacia, quem tem mais urgência costuma negociar com menos margem. Hoje, Trump parece que quer mais e precisa mais de um acordo do que o Irã", concluiu a analista.

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Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/analise-trump-e-ira-divergem-sobre-estado-das-negociacoes/